A Microsoft se prepara para dar prosseguimento ao Natick, um projeto de pesquisa que objetiva encontrar maneiras mais rápidas e sustentáveis de criar datacenters. No segundo semestre de 2015, um datacenter dentro de um contêiner de 17,2 toneladas foi deixado no fundo do mar por três meses, para que a empresa estudasse o funcionamento da técnica.

Datacenters são ambientes projetados para armazenar servidores e fornecedores de dados, responsáveis por serviços de streaming, como Spotify, Netflix e Youtube, e de disputas online de games, por exemplo. O conceito parece distante, mas o vice-presidente da Microsoft Research, Peter Lee, diz que se engana quem pensa assim: “Quando você pega o smartphone do bolso e desliza o dedo na tela, acha que tudo o que está acontecendo é culpa daquele computadorzinho milagroso, mas, na verdade, mais de cem máquinas são necessárias para realizar algumas tarefas básicas”.

A preocupação em encontrar novas vias para o armazenamento de dados é urgente porque, quanto mais gente usando a internet, mais servidores e espaço na nuvem são necessários. Os gastos com um datacenter são grandes, não só pela instalação, funcionamento e manutenção do maquinário, mas porque os eletrônicos superaquecem e precisam de resfriamento contínuo. Daí a ideia de usar um recurso natural, a água, para economizar energia.

Ainda de acordo com a Microsoft, um datacenter submarino pode ser construído em apenas noventa dias, enquanto algumas instalações em terra firme podem levar até anos para ficarem pronta. Logo, se a ideia for um sucesso, mais datacenters poderão ser construídos e mais velocidade o usuário terá quando acessar a internet.

Apesar da animação, a Microsoft é cautelosa e estima mais um ano de testes com os datacenters no fundo do mar. Neste ano, mais dois devem ser submersos.

http://revistagalileu.globo.com/Tecnologia/noticia/2016/02/futuro-da-internet-pode-estar-no-fundo-do-mar.html